5 fatos que comprovam o potencial das fintechs em 2020

Há bons indícios de que este será mais um ano favorável à expansão das startups financeiras no mundo. A boa notícia é que o Brasil ocupa um papel de protagonismo nesse movimento, abrindo perspectivas para novos empreendedores dispostos a desafiar o sistema financeiro tradicional

Por Tarcisio Alves
REDATOR E COPYWRITER

A revolução do sistema financeiro segue a todo vapor neste 2020.

Se 2019 ratificou a posição de protagonismo do Brasil nesse movimento — somos o país que mais abriga fintechs na América Latina, com mais de 600 empresas do gênero —, o ano que está começando traz uma série de fatos que comprovam o potencial das startups financeiras.

Notícias que confirmam essa tendência são veiculadas a todo momento. Veja, a seguir, cinco delas divulgadas recentemente (a ordem abaixo não é de importância, e sim cronológica):


Foto: O Banco 24 Horas/Divulgação

1 – Caixas eletrônicos para todos

A primeira notícia aconteceu no finalzinho do ano passado, mas vai se desenrolar, de fato, este ano. O Banco Central abriu a Consulta Pública 75/2019, visando facilitar o uso de caixas eletrônicos pelos consumidores — em especial, os de fintechs e bancos digitais. A ideia é oferecer as mesmas condições de uso do sistema por parte dos bancos tradicionais, que contam com vantagens para a contratação de redes como o Banco 24 Horas, pagando taxas menores. A iniciativa se junta a outras, como a regulação do open banking e a criação de sandboxes regulatórios.

Foto: Reprodução/Internet

2 – Nubank faz sua primeira aquisição

Logo nos primeiros dias de janeiro, veio à tona a informação de que o banco digital Nubank comprou a consultoria Plataformatec, com o objetivo de obter funcionários talentosos, num processo chamado de “acqui-hiring”. Essa foi a primeira aquisição do Nubank, que já beira os 20 milhões de clientes, tendo se tornado um unicórnio (startup avaliada em mais de US$ 1 bilhão) há quase dois anos. Segundo comunicado da empresa, a ideia é “escalar as operações de maneira mais sustentável” e “melhorar ainda mais os seus produtos”.

Foto: Visa/Divulgação

3 – Visa investe pesado em fintech

Outra aquisição que fez barulho foi a da rede de pagamentos Visa, que desembolsou nada menos que US$ 5,3 bilhões para comprar a fintech Plaid, rede que facilita o acesso e o compartilhamento de dados financeiros dos clientes. De acordo com um comunicado da Visa, “hoje, uma em cada quatro pessoas com conta bancária nos Estados Unidos usa o Plaid para se conectar a mais de 2,6 mil aplicativos de fintechs em mais de 11 mil instituições financeiras”. A operação, que ainda está para ser aprovada do ponto de vista regulatório, revela um passo importante da multinacional americana de serviços financeiros para se adequar à Nova Economia, oferecendo novos serviços aos clientes ao mesmo tempo que explora novas oportunidades de negócios.

Foto: Reprodução/Internet

4 – Usuários de fintechs crescem exponencialmente

De acordo com o estudo “Brasileiro e o dinheiro”, da Mind Minders, o número de brasileiros que utilizam algum produto ou serviço de fintechs vem crescendo de maneira exponencial, nos últimos dois anos. Se, em 2017, cerca de 25% dos entrevistados diziam ser clientes de startups financeiras, esse percentual subiu para 55%, em 2019. E o que não falta é espaço para crescer, já que, entre os entrevistados que disseram não fazer uso de produtos ou serviços das fintechs, 33% afirmaram nunca terem considerado essa possibilidade e 26% por conhecer pouco o assunto. Ou seja, com um bom trabalho de divulgação — e conscientização! — sobre os benefícios de se tornar cliente de uma fintech (como pagar tarifas mais justas e acessar o banco de qualquer lugar e a qualquer hora, sem a necessidade de ir a uma agência física), essas barreiras tendem a desmoronar. Afinal, o que não falta é gente insatisfeita com os bancos tradicionais.

Foto: C6 Bank/Divulgação

5 – C6 entra para o “show do milhão”

O C6 Bank — que começou a operar em março do ano passado no modo “soft opening” e abriu suas portas virtuais para o público somente em agosto — já contabiliza mais de 1 milhão de clientes. A conta gratuita para pessoa física e o cartão de crédito sem anuidade são dois dos produtos mais populares da startup, que chegou ao mercado para disputar espaço com o Nubank. Se essa não é uma realidade ainda, nada impede que, no futuro, o C6 conquiste novos clientes com facilidades como pagamento de anuidade do seu cartão com pontos do programa de recompensas Átomos ou, ainda, o pagamento do estacionamento de shoppings através de seu aplicativo. Como se vê, o plano vai além de tirar as pessoas das filas dos bancos tradicionais.

Bom, o ano (e a década!) nem bem começou e, quando você estiver lendo este artigo, é possível que outra notícia bombástica chacoalhe o ambiente de negócios das fintechs.

Foto: Reprodução/Internet

Uma imersão de 36 horas pelo universo das fintechs

Se você quer saber mais sobre a revolução que essas empresas estão causando no sistema financeiro, uma dica é assistir à série A Era das Fintechs, uma imersão gravada ao longo de 36 horas na Be Academy e que contou com a participação de cinco expoentes desse ecossistema:

  • Bruno Diniz, head do Comitê de Fintech da ABStartups;
  • Marcos Túlio Ramos, fundador e CEO da EasyCrédito;
  • Guga Stocco, criador da operação online do Banco Original;
  • Jihane Halabi, advogada especializada em fintechs;
  • Fabio Palamedi, head of User Experience Design do Digio.

Nessa imersão, eles abordaram temas como:

  • Os segmentos que mais estão se destacando (e os que deverão se destacar) no universo das fintechs;
  • As tecnologias necessárias para o desenvolvimento de uma fintech e as perspectivas tecnológicas;
  • O aspecto regulatório que envolve a criação e expansão de uma startup financeira;
  • A importância da experiência do cliente.

E muitos outros tópicos. Clique aqui para saber mais.

Sem dúvida, este é um conteúdo fundamental para quem quer empreender nesse segmento do mercado financeiro, conhecendo de antemão as bases para criar e escalar uma fintech.




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