“Adotar a transformação digital é uma questão de sobrevivência”, diz Rafael Kiso, CMO da mLabs

Especialista participou da Maratona do Digital, dentro do Resilientes Summit  — maior movimento online e gratuito para reinventar seu negócio e readaptar-se à nova realidade, promovido pela Be Academy

POR TARCISIO ALVES
JORNALISTA E COPYWRITER

Talvez nenhuma outra palavra seja tão repetida pelas pessoas durante a pandemia de COVID-19 quanto “sobrevivência”.

Esse também foi o termo escolhido por Rafael Kiso, fundador e CMO da mLabs — plataforma de gestão de redes sociais com mais de 130 mil clientes no Brasil — para definir a necessidade de os negócios adotarem o digital dentro de seus modelos de operação.

O especialista participou da Maratona do Digital, dentro do Resilientes Summit — o maior movimento online e gratuito para ajudar você a se reorganizar e fazer o Brasil crescer de dentro da sua casa, neste momento de pandemia.

Segundo Kiso, são vários os ganhos quando uma empresa entra nessa dinâmica. “Você otimiza processos, reduz custos, aumenta o faturamento de forma escalável e aumenta sua vantagem competitiva”, elencou. No entanto, não se trata de um processo simples e é preciso cumprir várias para que uma empresa possa ser considerada digitalizada de fato.

Eleito, em 2017, o principal profissional de planejamento pela ABRADi (Associação Brasileira dos Agentes Digitais), Rafael Kiso disse que este é um “momento atípico”, que acelerou o processo de transformação digital. 

“Mas isso não significa uma transformação digital por completo dos negócios, e sim uma adoção massiva de canais de atendimento online e e de uso de canais como Whatsapp e redes sociais para vender”, esclareceu. “Ainda não estamos vivendo uma transformação digital”, assegurou, afirmando que o ideal é “usar o digital como parte do modelo de negócio, e não simplesmente como mais um dos canais”.

6 estágios separam empresas da transformação digital completa

Rafael Kiso costuma dividir o processo de transformação digital em seis etapas. E, segundo ele, a maior parte das empresas, no Brasil, se encontra na segunda etapa. Veja abaixo:

Estágio 0 – “Negócios como sempre” (do inglês “business as usual”): não tem um responsável pela transformação digital no negócio nem uma programação ativa de criação de conteúdos.

Estágio 1 – “Presente e ativo”: O dono o negócio entende que é preciso cuidar do marketing e pode até mesmo contratar uma agência. Faz campanhas sazonais para vendas, mas as ações não envolvem todo o time (somente um especialista ou departamento).

Estágio 2 – “Formalizado”: Faz experimentações no ambiente digital de forma intencional, como testes A/B, para evoluir as áreas de Marketing e Vendas. Monitora também suas redes sociais para manter um contato mais próximo com o consumidor.

Estágio 3 – “Estratégico”: Todos os departamentos entendem que o digital é fundamental e consomem dados vindos desse meio. O monitoramento serve também para pesquisas e insights sobre o consumidor e a concorrência em benefício do negócio. 

Estágio 4 – “Convergente”: Não só todos os departamentos entendem que o digital é importante mas, acima de tudo, passa-se a ter um modelo de negócio digital e escalável. É a principal característica das startups, que são baseadas na tecnologia. A estrutura e as pessoas são o “corpo” do negócio, mas a “alma” é o digital.

Estágio 5 – “Inovador e adaptável:” Tem a capacidade de ser enxuto o suficiente para se adaptar conforme as tendências e novas tecnologias. Também é uma característica das lean startups. Mesmo negócios tradicionais podem adotar esse modelo, por exemplo, seguindo o venture building, uma modalidade de venture capital em que a própria empresa pode se tornar investidora de startups do seu ecossistema  de negócios.

De acordo com Kiso, “esse é o ponto onde a empresa pode afirmar que chegou à transformação digital por completo”. No entanto, conforme disse, a maior parte das organizações está no “presente e ativo”. “Espero que o aprendizado desta pandemia fique, para que, quando tudo isso acabar, elas continuem avançando nesses seis estágios”, comentou, acrescentando que esse poderá ser um “legado positivo” da crise.

Foco no cliente está na base da transformação digital

Para quem quer seguir essa trilha, Rafael Kiso afirmou que é preciso pensar o tempo todo na experiência do consumidor. E, para isso, é preciso seguir cinco passos:

1 – Awareness: criar consciência de que você existe no mercado;

2 – Gerar interesse nas pessoas para que elas compreendam quais são os seus diferenciais e o que você vende;

3 – Conversão ou venda;

4 – A primeira impressão do consumidor em relação a essa compra;

5 – Experiência compartilhada: principalmente se a experiência foi positiva, o cliente vai querer compartilhar com alguém.

“A jornada ajuda muito a gente a pensar em como adotar as estratégias digitais para ir além do funil de vendas e criar promotores de marcas. Isso inclui ir além do produto ou serviço que a gente vende”, analisou. “No fim do dia, você tem que vender experiência.”

Kiso aproveitou a live para falar também sobre tendências da tecnologia em negócios, incluindo inovações em medicina, turismo e educação. E frisou que o empreendedor não pode ter resistência a esse processo — que não terá volta. “Seja protagonista do seu negócio e mostre para o seu cliente que você está tomando novas medidas para evoluir”, recomendou.

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Assista abaixo ao conteúdo completo desta entrevista:

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