“As crises aceleram transformações”, diz Guilherme Cohn, CFO do marketplace de eventos Sympla

Executivo participou da Maratona do Negócio Físico, dentro do Resilientes Summit, evento online e gratuito organizado pela edtech de negócios Be Academy

POR TARCISIO ALVES
JORNALISTA E COPYWRITER

Existem hoje, no Brasil, marketplaces de diversas naturezas e diversos segmentos de mercado. Porém, aqueles focados em eventos, viagens e turismo, entre outros, foram imediatamente afetados pela crise gerada pela pandemia de COVID-19. Só para citar um exemplo, não foram poucos os pedidos de reembolso de passagens aéreas e shows que, naturalmente, não teriam como ser entregues.

O Ministério do Turismo informou que entidades do setor tiveram uma taxa de cancelamento de viagens em março superior a 85%. E o próprio governo editou uma medida provisória (MP nº 948) para regulamentar o reembolso de eventos culturais e serviços turísticos afetados pela pandemia.

Para Guilherme Cohn, CFO da Sympla — maior marketplace de eventos do Brasil —, os marketplaces se encontram em uma situação delicada dentro desse contexto, já que muitos de seus clientes foram os que mais sentiram os impactos da crise e necessitam de crédito para manter suas operações. Paralelamente, os clientes finais dessas empresas também têm direito a resgatar aquilo que pagaram.

“É um cenário em que buscar o equilíbrio me parece ser o caminho. Tem que ter muito sangue frio e saber negociar com seus clientes”, opinou ele, que participou da Maratona do Negócio Físico, dentro do Resilientes Summit — o maior movimento online e gratuito para reinventar seu negócio e readaptar-se à nova realidade.

É hora de fazer uma estratégia de branding

Entrevistado por Bruno Pinheiro, CEO da Be Academy, o executivo sugeriu que uma maneira de resolver, momentaneamente, a questão do reembolso é oferecer um voucher para o comprador, de forma que ele tenha direito a usufruir o mesmo serviço ou um serviço similar no futuro. “É natural que um comprador não queira comprar um evento que nem sabe se vai acontecer. Então, tem que ser um comprador altamente engajado”, ponderou ele.

Por isso mesmo, no entender do executivo da Sympla (que faz parte do Grupo Movile, ecossistema brasileiro de empresas de tecnologia líder na América Latina), essa é a hora de fazer uma ótima estratégia de branding, buscando engajar o comprador de uma forma inteligente, barata e adequada para o momento.

Bruno Pinheiro sugeriu a quem está indo do meio físico para o online buscar soluções práticas. “Marketplaces são as saídas mais rápidas ou mesmo o Whatsapp”, comentou ele, aconselhando o comerciantes a, primeiro, fortalecer a sua comunidade, e só então começar a vender. Vale a pena até entrar em contato com clientes por telefone antes. “A primeira coisa é ‘seja rápido’”, reforçou Cohn.

Marketplaces terão de agir como instituições financeiras

Guilherme Cohn considera que marcas que conseguem se posicionar como “de primeira necessidade”, a exemplo de comerciantes de itens de mercearia e alimentação, estão fazendo a função de apoio à população e aos próprios entregadores, mantendo a remuneração de milhares de trabalhadores.

E o marketplace, neste momento, acaba tendo a missão de não deixar o seu próprio cliente quebrar. “É uma oportunidade de se posicionar perante seu cliente de uma forma receptiva”, disse ele, destacando que, em alguns casos, os marketplaces terão de agir como instituições financeiras, ajudando seus “sellers”, em especial, vendedores autônomos que hospedam suas lojas nessas grandes vitrines.

Isso pode se dar na forma de adiantamento de recebíveis, por exemplo, já que o acesso ao crédito se tornou mais caro neste momento entre as instituições financeiras tradicionais. “As crises aceleram transformações”, disse ele, colocando essa mudança de atitude entre elas.

De qualquer forma, todas as empresas vão precisar se transformar neste momento. “As duas grandes variáveis a serem trabalhadas, agora, são redução de custo e qual posicionamento deve ser adotado para que, no pós-crise, haja pico de demanda”, avaliou Cohn. “São decisões duríssimas para qualquer empresário.”

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