“O melhor momento para ganhar market share é na crise”, diz João Paulo Seibel de Faria, CFO da 99

Executivo participou da Maratona das Finanças, dentro do Resilientes Summit — o maior movimento online e gratuito para reinventar seu negócio e readaptar-se à nova realidade —, organizado pela Be Academy

POR TARCISIO ALVES
JORNALISTA E COPYWRITER

Um dos principais indicativos de sucesso de uma empresa é o market share ou, em português claro, a fatia que ocupa no mercado em que atua. 

Segundo uma pesquisa do site Panorama Mobile Time em conjunto com a Opinion Box, divulgada no final do ano passado, a 99 registra crescimento constante, desde que teve seu controle acionário comprado pela chinesa Didi Chuxing — maior empresa de transporte urbano do mundo e que, só na China, realiza mais de 20 milhões de corridas por dia.

Embora a Uber ainda conte com mais de 70% da preferência dos usuários, a 99 mostra que não deverá refrear seus avanços, mesmo durante a pandemia de coronavírus. O aplicativo conecta mais de 600 mil motoristas a 18 milhões de passageiros, em mais de 1,7 mil cidades brasileiras. 

“O objetivo, mesmo durante a crise, é continuar investindo no Brasil”, afirmou João Paulo Seibel de Faria, CFO da 99, que, a convite de Bruno Pinheiro, CEO da Be Academy, participou da Maratona das Finanças, dentro do Resilientes Summit — o maior movimento online e gratuito para reinventar seu negócio e readaptar-se à nova realidade.

Na visão de Seibel, inclusive, “o melhor momento para ganhar market share é na crise”. “A América Latina e o Brasil continuam sendo a fonte de expansão global”, reforçou ele, que, antes de coordenar a área de Finanças da empresa brasileira de tecnologia que conecta passageiros e motoristas através de seu aplicativo, foi CFO na Microsoft Brasil.

Empresa busca novas fontes de receita

De acordo com Seibel, antes da crise de COVID-19, eram feitas mais de 3 milhões de corridas diárias no Brasil. Sem mencionar números, ele disse que houve queda nesse número, já que a maioria das pessoas está trabalhando de casa, mas nem por isso a empresa deixou de gerar receitas.

Foram feitas parcerias com grupos de farmácias no Brasil, para entrega de medicamentos, e está sendo intensificada a operação do 99Food, plataforma de delivery de refeições, que operava em Belo Horizonte e já está presente em Curitiba. O próximo passo será a expansão pelo País. “Estamos alocando recursos e pessoas nessa nova plataforma”, comentou Seibel.

“É claro que o movimento é diferente, neste momento, mas a gente vai continuar com as metas de de alcance dos países, independentemente da crise”, assegurou o executivo, destacando que os chineses são muito direcionados por dados e audaciosos. Na China, mais de 1 bilhão de entregas são feitas mensalmente. 

É hora de “rasgar” planejamentos anteriores

Para João Paulo Seibel de Faria, muita gente vai olhar para os executivos das empresas e perguntar: “O que a gente faz agora?”. Para ele, nesse momento, talvez o melhor seja “rasgar” o planejamento feito e mudar o direcionamento. “Vai ter que abdicar de algumas iniciativas e focar em outras”, observou.

Dentro dessa nova realidade, de acordo com ele, os empreendedores precisam identificar o que é possível fazer e como fazer da maneira “mais eficiente”. Além disso, cabe aos líderes “prover clareza e direcionamento, “gerar uma energia positiva no ambiente e entregar resultado”.

O executivo, inclusive, deu uma série de dicas para as empresas enfrentarem a crise, do ponto de vista financeiro:

1 – Conheça a real situação da sua empresa;

2 – Tenha clareza de qual será a projeção do fluxo de caixa nos próximos 60 dias;

3 – Renegocie contratos, como aluguel e de fornecedores;

4 – Estenda o pagamento de impostos;

5 – Antecipe férias, renegocie salários e coloque demissões como última alternativa;

6 – Invista em canais de venda online para ampliar o alcance da empresa junto às pessoas;

7 – Faça promoções, abrindo mão de uma certa margem de ganho;

8 – Mantenha contato com os clientes, entenda como eles estão e como a sua empresa pode ajudá-los;

9 – Invista na capacitação das pessoas, para que elas estejam ainda mais preparadas quando a crise passar.

A essas dicas, Bruno Pinheiro acrescentou três “armas” para atravessar a pandemia de coronavírus. Uma delas, aliás, tem a ver com o que disse Seibel: educação. As outras duas são dinheiro, através da geração de novos negócios e redução de custos para a manutenção do caixa, e agilidade — conceito fortemente praticado nas startups.

Brasileiro vai sair da crise mais “digitalizado”

Atualmente com cerca de mil colaboradores, a 99 tem como um de seus desafios crescer mantendo o espírito de startup. “A capacidade deles de inovar, de serem ágeis em lançamentos e disruptivos é muito grande”, disse João Paulo. 

Na visão dele, a 99 nunca vai perder a essência de startup, mas é preciso reconhecer que ela foi uma startup, e não é mais. “É uma empresa que está se solidificando e se preparando para voos mais altos. E, para isso, precisa ter um balanço um pouquinho maior entre experiência e governança”, salientou.

Não por acaso, foi lançado recentemente um conselho de investimento, onde o processo de tomada de decisões tem uma governança muito mais profunda e um comprometimento maior entre as pessoas, de acordo com Seibel.

Para se reinventar, Seibel recomenda sair um pouco da “caixinha” e, eventualmente, mudar até o modelo de negócios. “Tem que ter ousadia e correr algum risco, mas, às vezes, uma mudança como essa pode mudar sua empresa para sempre”, avaliou. “É um momento bem propício para a ousadia.”

No entender do executivo, “a gente vai sair desse período com um nível de consciência muito maior para muitas coisas” e “o brasileiro vai sair mais digitalizado do que entrou”.

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