22 mar 2019

A resposta é “sim”, quando a busca por uma especialização na fase de pós-graduação vai além da obtenção de um título para colocar no currículo ou de um diploma para pendurar na parede

POR TARCISIO ALVES
REDATOR E COPYWRITER

Por dar ênfase à aplicação prática do conhecimento, o curso de MBA é bastante procurado por quem deseja — mais do que se aprimorar em uma fase de pós-graduação — adquirir habilidades para o dia a dia, seja na empresa onde trabalha, atuando como intraempreendedor, ou em um negócio próprio, como empreendedor.

A sigla vem do inglês “Master of Business Administration”, que significa, ao pé da letra, “Mestre em Administração de Empresas”. Só que, no Brasil, mestrado é outro tipo de curso, também de pós-graduação, só que muito mais voltado ao lado acadêmico.

Em bom português, um bom MBA, além de conceder título de especialização em um determinado campo do conhecimento, ajuda a resolver um problema no âmbito profissional, ao mesmo tempo que abre os horizontes do aluno, trazendo novas perspectivas sobre o universo dos negócios e sobre o que está acontecendo no mundo.

Por esses motivos, quem faz um MBA não tem como permanecer na zona de conforto. Só por aí, já dá para perceber que vale a pena. Mas é possível aprofundar essa questão.

Troca de experiências e networking são atrativos
O perfil é gerencial, isto é, com foco em administração e gestão. Assim, esse tipo de curso costuma atrair executivos e empresários interessados em obter uma habilidade que não dominam — pode ser até de outra área, como, por exemplo, um advogado, dentista ou psicólogo que vai estudar marketing para otimizar as vendas de seus serviços.

Outro atrativo é que qualquer pessoa que tenha uma graduação (em qualquer área) pode fazer um curso de MBA.

Por isso mesmo — e também pelo fato de a troca de experiências ser constante —, o networking é um ganho natural de quem faz MBA.

Isso tudo em um curto período.

A questão da duração tem um duplo porquê. No mundo corporativo, cada vez mais, as coisas mudam rapidamente. Então, ao contrário de uma grade curricular “rígida”, o MBA demanda uma trilha ajustada ao que está acontecendo. E quem cursa precisa dessas informações “pra ontem”, certo?

Uma das EdTechs presentes no mercado, a be.academy reúne um “dream team” de empreendedores à frente das disciplinas de seus cursos de MBA (foto: Bruno Vinicius)

EdTechs sopram novos ares sobre o mercado
Agora, a cereja do bolo: a chegada ao mercado das EdTechs (abreviação de “Educational Technologies” ou “Tecnologias Educacionais”, em português) veio dar uma chacoalhada nesse segmento da educação continuada.

Elas introduzem um modelo de ensino disruptivo, com o que há de mais moderno em termos de plataforma, conteúdo e metodologia.

Nesse modelo, a tecnologia, em suas mais variadas vertentes, é uma facilitadora do aprendizado. Até porque, com um smartphone, hoje, dá para acessar conteúdos de, praticamente, qualquer lugar e a qualquer momento. Por que não utilizar essa facilidade para estudar?

Mas não se trata apenas de aplicar ferramentas tecnológicas à educação. O objetivo é proporcionar uma experiência de ensino colaborativo, em que a troca de ideias e o networking são levados a um nível jamais vivenciado — entre professores e alunos e, também, entre os próprios alunos, que podem aprender uns com os outros a partir de situações reais.

Bruno Pinheiro, fundador e CEO da be.academy (foto: Bruno Vinicius)

Em vez de professores, facilitadores de conteúdo
Uma iniciativa conjunta de dois gigantes do mercado, Bruno Pinheiro, empreendedor digital, e Janguiê Diniz, controlador do Grupo Ser Educacional, a be.academy é uma dessas EdTechs.

Insatisfeitos em ver tantas pessoas perdidas — e, principalmente, vendo muitas empresas estagnadas ou quebrando —, Diniz e Pinheiro decidiram dedicar seus próximos anos a ajudar empreendedores a enxergar oportunidades e, claro, estar pronto para elas.

Inicialmente, são oferecidos dois cursos: MBA em Marketing e Negócios Digitais e MBA em E-Commerce, ambos com duração de um ano e reconhecidos pelo MEC. Destaque para o time de professores (na verdade, facilitadores de conteúdo, composto por um “dream team” de empreendedores, formado pelos fundadores e principais executivos de algumas das maiores empresas do Brasil no momento, como Easy Taxi, Rappi e Hotmart.

Ou seja, à frente das disciplinas estão referências atuais em suas respectivas áreas. Nada de professores distantes do mercado, grades ultrapassadas e metodologias que mais afastam do que atraem as pessoas.

É assim que os cursos entregam conhecimento e prática para o aluno construir uma empresa que venha a ter valor de mercado, utilizando estratégias de Marketing Digital e, também, as estratégias dos grandes gestores da atualidade. Sem falar no networking, claro.

Conhecimento para ser aplicado no negócio
Como se pode constatar, no caso da be.academy, o foco não está na nota do aluno nem na nota da MEC, e sim na transmissão de conteúdo prático para aplicação imediata no negócio, não importa o nicho de atuação.

Buscar uma especialização na fase de pós-graduação vai muito além de obter um título para colocar no currículo ou um diploma para pendurar na parede.

Até porque muitas empresas já dispensam o certificado na hora de contratar. Essa é uma tendência que ganha corpo inclusive no Brasil, por meio de startups como Nubank, Movile e Loggi, e se estabelece mundo afora, via marcas globais, como Apple, Google e IBM.

Como afirma o próprio Janguiê Diniz, o segredo para os profissionais terem sucesso e se destacarem no mercado de trabalho vai muito além da inteligência e do talento. “Apenas o talento e a inteligência não são mais suficientes”, diz ele. “O profissional da sociedade disruptiva tem que adquirir conhecimento”, argumenta.

“E não é qualquer conhecimento ou informação, mas conhecimento múltiplo, diverso, variado, multiespecializado e multifuncional, ou seja, que associe saberes em diferentes áreas e campos do conhecimento humano.”

Soluções à vista
Iniciativas como esta da be.academy mostram que, para quem já é dono de um negócio ou sonha em empreender — inclusive dentro das organizações —, fica mais fácil, agora, encontrar soluções adequadas ao seu problema. E o melhor: na velocidade que o mercado exige.

P.S.: Você já cursou ou gostaria de cursar um MBA? Por quais motivos? Conte para nós na seção de comentários.

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